quarta-feira, 1 de agosto de 2018

A ESCRAVIDÃO e DÍVIDA HISTÓRICA

1. Jair Messias Bolsonaro tem razão ao afirmar que eram "os próprios negros que entregavam os escravos". A escravidão sempre existiu na África e ela se tornou uma rota internacional quando as caravanas islâmicas atravessaram o Saara e passaram a comprar escravos dos próprios povos subsaarianos. Quando Portugal chegou no litoral do Oceano Atlântico, no século XV, se limitou a fortalezas costeiras onde obtinha os negros capturados por tribos africanas rivais.

2. Não existe dívida "histórica" pois está morto tanto quem contraiu a dívida, quanto quem seria o beneficiário dela. A Princesa Isabel planejou indenizar os negros logo após proclamar a abolição, mas o infame golpe republicano sepultou tal tentativa.

3. Ademais, quando se argumenta que o "Estado Brasileiro" deve. Ora, o estado deve para quem? No início do século XIX metade dos negros já era livre e parcela significativa dos manumitidos era dona de outros escravos. Vamos beneficiar negros escravocratas? 

4. Não obstante, os demais povos europeus chegaram ao Brasil em uma situação praticamente análoga a escravidão. Também nota-se que milhares de europeus foram escravizados pelos muçulmanos do norte da África. Esses povos não choraram por compensação pois sabem que a força interna da própria nação é condição suficiente para que ela assuma o protagonismo das relações internacionais. Assim, a Espanha foi a potência do século XVI, a Inglaterra do XIX e os EUA do XX.

5. Pressupondo, para efeitos de argumentação, que exista uma dívida histórica a ser paga. Estudos mostram que a melhor forma de paga-la é concedendo plena liberdade aos negros. Nos Estados Unidos, antes das cotas, o poder aquisitivo dos negros aumentou absurdamente. Já com a promulgação das cotas, a ascensão da doutrina do coitadismo e a admissão de parcela significativa da população negra na senzala ideológica da esquerda, as diferenças salariais entre brancos e negros começaram a diminuir cada vez menos.

Concluindo, se você deseja o bem dos negros, apoie a proposta mais prudente e virtuosa,, sepultea de uma senzala ideológica da esquerda e convença as pessoas que elas podem vencer através do seu próprio esforço, pois nenhum preconceito pode deter a ascensão social de uma pessoa que nunca desiste.

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