segunda-feira, 10 de setembro de 2018

A Faca Entrou - Ana Paula do vôlei

Novo texto da Ana Paula no Estadão: A Faca Entrou

Ana Paula Henkel
10 Setembro 2018 | 17h33

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Em apenas uma semana, o Brasil mostrou seu apreço tanto pelo passado quanto pelo futuro: o acervo do nosso mais importante museu virou pó e o líder das pesquisas para presidente da república escapou com vida por sorte de um atentado. Desordem e regresso.

Foi uma semana difícil para todos. Toda paciência, resiliência e até bom humor com que tentamos enfrentar as más notícias que recebemos  não é suficiente para encarar o desleixo com que vinte milhões de itens do acervo do Museu Nacional foram tratados, um tesouro incalculável que foi perdido para sempre, sem falar no próprio palácio que por pouco não colapsou. Apenas quatro dias depois, um crime contra a democracia brasileira, que precisa ser investigado com todo rigor, quase vitimou o brasileiro que, de acordo com as recentes pesquisas eleitorais, carrega hoje a esperança da maioria dos eleitores por um país melhor.
Qualquer país está exposto ao risco de crimes políticos. O maior trauma da América é, sem dúvida, o brutal assassinato de John Fitzgerald Kennedy em 1963. Era um presidente energético e carismático, ex-militar e único católico a ocupar o cargo até hoje, um anticomunista até o último fio de cabelo e que acreditava que menos impostos geravam mais crescimento econômico. Foi abatido por um marxista perturbado. Guardadas as devidas e grandes diferenças e proporções entre os casos, personagens e momentos, sempre há similaridades em atentados políticos, mas vou me abster de procurar paralelos com o que presenciamos em Juiz de Fora. No entanto, fica o alerta de que as feridas causadas pelo atentado e morte de JFK explicam boa parte das divisões políticas da América até os dias de hoje.
Numa entrevista recente para o Hoover Institute, Henry Kissinger, um judeu que fugiu do regime nazista para a América e que acabou se tornando Secretário de Estado nos governos de Nixon e Gerald Ford, disse que acredita que o assassinato de JFK dividiu a esquerda e a direita do país de uma forma inédita e explica a falta crescente de diálogo entre os dois polos da política do país. Para o mítico ex-Secretário de Estado, ex-Conselheiro de Segurança do governo Americano e vencedor de um Nobel da Paz, atualmente com 95 anos de idade, a esquerda americana, representada pelo Partido Democrata, tinha como agenda a defesa das política assistencialistas que deram quatro mandatos seguidos para Franklin Roosevelt, mas o patriotismo e compromisso de JFK com o país eram inquestionáveis.
Se um comunista como Lee Oswald, treinado na URSS, levasse a culpa pela morte de JFK, a imagem da esquerda no país poderia nunca mais ser recuperada e daí nasceram as incontáveis teorias conspiratórias que culpam tudo e todos pelo crime, menos o próprio assassino. A esquerda passou a culpar a América pela morte do jovem presidente e demonizou o patriotismo e a história do país com reflexos até os nossos dias, como na recente campanha publicitária da Nike que trata um quaterback medíocre como herói por desrespeitar a execução do hino nacional antes dos jogos. Sim, Colin Kaepernick é um jogador medíocre que jogou bem em apenas uma temporada em toda sua carreira, mas o mercado de justiceiros sociais nas empresas, mais lacradoras que nunca, está em alta e Kaepernick soube lucrar com isso.
O crime cometido contra Jair Bolsonaro, e em parte contra todos nós, imediatamente me lembrou do tema central do último livro do genial Theodore Dalrymple, “A Faca Entrou”, em que o psiquiatra britânico comenta a tendência atual de abandono da responsabilidade individual por uma sociedade cada vez mais ideologizada que considera, contra todas as tradições culturais que construíram o Ocidente, que somos apenas marionetes de condições externas e de nossa etnia, gênero, orientação sexual ou qualquer outra identidade de grupo que possamos usar como um verniz para terceirizar a culpa do que fazemos e pensamos. Para conhecer melhor as idéias de Theodore Dalrymple, sugiro que você assista a entrevista que um dos melhores analistas políticos do país, meu amigo Alexandre Borges, fez com ele em São Paulo por ocasião do lançamento da edição brasileira do livro.
Ao entrevistar um homicida numa prisão britânica que havia esfaqueado sua vítima, Theodore Dalrymple ouviu a expressão que batiza seu livro, este artigo e lamentavelmente caracteriza os tempos atuais: “a faca entrou”, como se a arma agisse sozinha e não pela mão de um criminoso. Para o autor, a tendência de redimir nossos pecados culpando outros por nossos pecados é tão antiga quanto o homem, mas o que era uma desculpa escapista é hoje a regra nas prisões, tribunais, no jornalismo e na política. É provável que Adélio Bispo de Oliveira, que tentou matar Jair Bolsonaro, também pense que “a faca entrou” por si.
Ao que tudo indica, Adélio Bispo de Oliveira não agiu sozinho e torço para que a polícia desvende logo o crime e suas ramificações, mas a tentativa de alguns jornalistas e analistas de culpar a vítima pelo crime, tentando fazer uma abjeta e vergonhosa equivalência entre o discurso do candidato, que representa hoje a maior parte do eleitorado que já decidiu seu voto, segundo as pesquisas, e a violência da qual foi vítima, explica parte da doença moral e social que vivemos.
A hegemonia cultural, o controle dos grandes grupos de comunicação e o aparelhamento das redações e universidades por opositores das idéias que Jair Bolsonaro representa está por trás da maneira desumana e imperdoável com que muitos trataram o episódio, colocando as próprias perversões ideológicas acima do respeito à vida humana. A intolerância dos autoproclamados tolerantes em todos os tons de vermelho e não apenas do sangue derramado em Minas. É o “ódio do bem”.
Facas não entram, armas não disparam, crimes não acontecem sem a ação de criminosos, cada vez mais ousados por conta de um sistema penal que parece se solidarizar mais com bandidos do que com suas vítimas, o que, em parte, explica porque tantos brasileiros consideram o discurso de uma política de segurança dura de Jair Bolsonaro. A faca foi um mero instrumento de Adélio Bispo de Oliveira, um desequilibrado com idéias confusas e uma agenda que poderia ter arremessado o país ainda mais no caos.
Que este crime horrível, mais um constrangimento para o Brasil, sirva para acalmar os ânimos e curar as feridas de um ambiente político cada vez mais belicoso. Quem apostar em mais enfrentamento, mais divisão e mais ódio, pode ter certeza que o tiro pode sair pela culatra. Daqui da América, país que já perdeu líderes assassinados e pagou um preço alto por isso, envio o desejo de uma rápida e plena recuperação para o deputado. Civilidade acima de tudo, paz acima de todos.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Literatura para se tornar um conservador

HISTÓRIA DA FILOSOFIA

– CORNFORD, Francis Macdonald. Principium sapientiae: as origens do pensamento filosofico grego. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1975.
– GUILLERMO, Fraile. Historia de la filosofia. Madrid: Biblioteca de Autores Cristianos, 1976.
– JAEGER, Werner. Paidéia: A formação do homem grego. Tradução de Artur M. Parreira. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
– KIRK, G. S, RAVEN, J. E. at all. Os filósofos pré-socráticos. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 2008.
– MARIAS, Julian; ORTEGA Y GASSET, José; ZUBIRI, Xavier. História da filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
– NERY, P. J. de Castro. Evolução do pensamento antigo. Porto Alegre: Livraria do Globo, 1936.
– PEREIRA, Maria Helena da Rocha. Estudos de história e cultura clássica: cultura grega. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 1997.
– PEREIRA, Maria Helena da Rocha. Estudos de história e cultura clássica: cultura romana. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 2013.
– REALE, Giovanni. Histíoria da filosofia antiga (os cinco volumes).  Tradução Marcelo Perine. São Paulo: Loyola, 1993.
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SOBRE A MITOLOGIA

– ELIADE, Mircea. O sagrado e o profano: a essência das religiões. Tradução Rogério Fernandes. São Paulo: Martins Fontes, 2008.
– ELIADE, Mircea. Aspectos do mito. Lisboa; Rio de Janeiro: Edições 70, 1989.
– ELIADE, Mircea. História das crenças e das ideias religiosas. Rio de Janeiro: Zahar, 2011.
– OTTO, Walter Friedrich. Os deuses da Grécia: A imagem do divino na visão do espírito grego. Tradução de Ordep Serra. São Paulo: Odysseus, 2005.
– OTTO, Walter Friedrich. Teofania: O espírito da religião dos gregos antigos. Tradução de Ordep Serra. São Paulo: Odysseus, 2006.
– VERNANT, Jean-Pierre. Mito & pensamento entre os gregos. Tradução de Haiganuch Sarian. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990.
– VERNANT, Jean-Pierre. Mito e religião na Grécia Antiga. Tradução de Joana Angélica D’Avila Melo. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2006.
– VERNANT, Jean-Pierre. O universo, os deuses, os homens. Tradução Rosa Freire D’Aguiar. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
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DICIONÁRIOS

– ABBAGNANO, Nicola. Dicionario de filosofia. São Paulo:  WMF Martins Fontes, 2012.
– FERRATER MOURA, Jose. Dicionario de filosofia. Lisboa: Dom Quixote, 1991.
GRIMAL, Pierre. Dicionario da mitologia grega e romana. 2. ed. Rio de Janeiro: 1993.
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LIVROS REFERENTES À CULTURA E À FILOSOFIA

– BIGNOTTO, Newton. O tirano e a cidade. São Paulo:: Discurso Editorial, 1998.
– COULANGES, Fustel de. A cidade antiga. São Paulo: Martins Fontes, 2000.
– JAEGER, Werner. La teologia de los primeiros filosofos griegos. México: Fondo de cultura economica, 1947.
– JAEGER, Werner. Paidéia: A formação do homem grego. Tradução de Artur M. Parreira. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
– MARROU, Henri-Irénée. História da educação na antiguidade. São Paulo: Editora Herder, 1973.
– SNELL, Bruno. A descoberta do Espírito. Tradução de Artur Morão. Lisboa: Edições 70, 1975.
– STARR, G. Chester. O nascimento da democracia ateniense. Tradução Roberto Leal Ferreira. São Paulo: Odysseus, 2005.
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CRÍTICA LITERÁRIA

– CARPEAUX, Otto Maria. História da literatura ocidental (4 Volumes). Brasília: Editora Senado.
– CARPEAUX, Otto Maria. Ensaios reunidos (2 Volumes). Rio de Janeiro: Topbooks.
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HISTÓRIA GERAL

– BLOCH, Marc Leopold Benjamin. A sociedade feudal. Lisboa: Edições 70; São Paulo: Martins Fontes.
– UCHMAN, Barbara Wertheim. Um espelho distante: o terrível Século XIV. 2a ed. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1991.
– UCHMAN, Barbara Wertheim. A pratica da historia. 2.ed. Rio de Janeiro: J.Olympio; Biblioteca do Exercito, 1995.
– UCHMAN, Barbara Wertheim. A torre do orgulho: um retrato do mundo antes da grande guerra (1890-1914). Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990.
– JOHNSON, Paul INSTITUTO LIBERAL. Tempos modernos: o mundo dos anos 20 aos 80. Rio de Janeiro: Instituto Liberal, 1990.
– OAKESHOTT, Michael Joseph. Sobre a história & outros ensaios. Rio de Janeiro: Liberty Fund: Topbooks, 2003.
– HUIZINGA, Johan. O outono da Idade Média: estudo sobre as formas de vida e de pensamento dos séculos XIV e XV na França e nos Países Baixos. São Paulo: Cosac & Naify, 2010.

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SOBRE POLÍTICA
Literatura primária

– ARISTÓTELES. Metafisica : (livro I e livro II) ; Ética a Nicômaco ; Poética. São Paulo: Abril Cultural, 1984.
Aristóteles. A política. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
– PLATÃO. A república. 12. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2010.
– PLATÃO. Apologia de Sócrates ; Críton. Lisboa: Edições 70.
Agostinho. A cidade de Deus: (contra os pagãos). Petrópolis, RJ: Vozes, 2009-2010.
– MACHIAVELLI, Niccolo. O príncipe. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes.
– HOBBES, Thomas; TUCK, Richard. Leviatã, ou, Matéria, forma e poder de uma república eclesiástica e civil. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
– HOBBES, Thomas. Do cidadão. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes.
– LOCKE, John. Dois tratados sobre o governo. São Paulo: Martins Fontes.
– ROUSSEAU, Jean Jacques. O contrato social: princípios do direito político. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes.
– ROUSSEAU, Jean Jacques. Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens; precedido de, Discurso sobre as ciências e as artes. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes.
– ROUSSEAU, Jean Jacques. Emilio, ou, Da educação. 2.ed. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
– HUME, David. Ensaios politicos. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
– TOCQUEVILLE, Alexis de. A democracia na América. São Paulo: Martins Fontes.

Literatura secundária

– ELIOT, T. S. Notas para a definição de cultura. São Paulo: É Realizações, 2011.
– KIRK, Russell. A política da prudência. São Paulo: E Realizações, 2013.
– IRVING, Babbitt. Democracia e liderança. Rio de Janeiro: Topbooks.
– SOWELL, Thomas. Os intelectuais e a sociedade. São Paulo: É Realizações.
– SOWELL, Thomas. Conflito de visões. São Paulo: É Realizações.
– OEGELIN, Eric,. A nova ciência da política. 2.ed. Brasília: Universidade de Brasília, 1982.
– STRAUSS, Leo. Direito natural e história.  São Paulo: Martins Fontes.
– MERQUIOR, José Guilherme. O liberalismo antigo e moderno. São Paulo: É Realizações, 2014.
– FRATESCHI, Yara. A física da política: Hobbes contra Aristóteles. São Paulo: Editora Unicamp, 2008.
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SOBRE RELIGIÃO

– ELIADE, Mircea. Historia das crenças e das ideias religiosas. Rio de Janeiro: Zahar.
– ELIADE, Mircea. O sagrado e o profano: a essência das religiões. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
– ELIADE, Mircea. Tratado de historia das religiões. São Paulo: Martins Fontes, 1993.
– ELIADE, Mircea. O mito do eterno retorno: arquétipos e repetição. Lisboa; Rio de Janeiro: Ed. 70.
– ELIADE, Mircea. Mefistófeles e o andrógino: comportamentos religiosos e valores espirituais não-europeus. 2.ed. São Paulo: Martins Fontes.
– ELIADE, Mircea. O xamanismo e as técnicas arcaicas do êxtase. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2002.
– ELIADE, Mircea. Imagens e símbolos: ensaios sobre o simbolismo mágico-religioso. São Paulo: Martins Fontes.
– DANIEL-ROPS. História da Igreja (10 volumes). São Paulo: Quadrante.

domingo, 19 de agosto de 2018

BIBLIOGRAFIA PARA UNIVERSITÁRIOS CONSERVADORES

Apresentamos aqui uma lista de livros para os alunos que irão ingressar este ano em universidades públicas (e privadas) brasileiras. Obviamente, será impossível ler todos os livros recomendados, mas ao menos um da lista fará grande diferença no seu intelecto.

As obras foram criteriosamente selecionadas com vista a dar ao recém chegado um panorama completo do ambiente que terá que enfrentar ao longo do curso, e como ter um contraponto adequado ao esquerdismo hegemônico que encontrará na ordem do dia.

Então, vamos lá:

1. Ponerologia: psicopatas no poder -- Andrew Lobaczeviski
2. Maquiável Pedagogo -- Pascal Bernardin
3. Os pensadores da nova esquerda -- Roger Scruton
4. Ensaio de filosofia pedagógica -- Franz de Hovre
5. A mentalidade anticapitalista -- Ludwig von Mises
6. O minimo que você precisa saber para não ser um idiota -- Olavo de Carvalho
7. Desmarxizar a universidade -- Jules Monnerot
8. A filosofia e seu inverso -- Olavo de Carvalho
9. Beleza -- Roger Scruton
10. O livro negro do comunismo -- Stephane Cortois
11. A origem da linguagem -- Eugen Rosenstock-Huessy
12. Dez livros que estragaram o mundo -- Benjamin Wiker
13. Como a Igreja Católica construiu a civilização ocidental -- Thomas Woods
14. A violência e o sagrado -- René Girard
15. O rosto de Deus -- Roger Scruton
16. Cristianismo puro e simples -- C. S Lewis
17. Comunismo: o ópio do povo -- Fulton J. Sheen
18. O século do nada -- Gustavo Corção
19. Paideia -- Werner Jaeger
20. Os intelectuais e a sociedade -- Tomás Sowell
21. O problema da liberdade -- Fulton J. Sheen
22. O mito da Idade Média -- Régine Pernoud
23. Nossa Cultura... ou o que restou dela -- Theodore Dalrymple
24. Ideias tem consequências -- Richard Weaver
25. O império ecológico -- Pascal Bernardin
26. Educação livre e obrigatória -- Murray Rothbard
27. Sexo privilegiado: o fim do mito sobre a fragilidade feminina -- Martin van Creveld
28. Imposturas intelectuais -- Alan Sokal
29. Poder Global e Religião Universal -- Juan Claudio Sanahuja
30. Ideologia de Gênero: o neototalitarismo e a morte da família -- Jorge Scala
31. O declinio da Idade Média -- Jan Huizinga
32. A última superstição: uma refutação do neoateismo -- Edward Feser
33. 1984 -- George Orwell
34. O poder: história natural de seu crescimento -- Bertrand de Jouvenel
35. A doutrina de Freud -- Antonio Morais de Almeida Junior
36. Psicose ambientalista -- D. Bertrand de Orleans e Bragança
37. A vida intelectual -- A-G Sertillanges
38. O trivium -- Ir. Miriam Joseph
39. Filosofia da Educação -- Antonio Alves Siqueira
40. A inquisição em seu mundo -- João Bernardino Gonzaga
41. O livro negro da revolução francesa -- Renaud Escande
42. O Verdadeiro Che Guevara - E os idiotas úteis que o idolatram -- Humberto Fontova
43. Fascismo de esquerda -- Jonah Goldberg
44. O Outro Lado Do Feminismo -- Phyllis Schlafly
45. Desinformação -- Iam Pacepa
46. Notas para uma definição de cultura -- T. S Elliot
47. Como destruir a imaginação de seu filho -- Anthony Esolen
48. A mente esquerdista -- Lyle Rositer
49. Desconstruindo Paulo Freire -- Thomas Giulliano
50. A verdade sufocada -- Cel. Brilhante Ustra

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

A ESCRAVIDÃO e DÍVIDA HISTÓRICA

1. Jair Messias Bolsonaro tem razão ao afirmar que eram "os próprios negros que entregavam os escravos". A escravidão sempre existiu na África e ela se tornou uma rota internacional quando as caravanas islâmicas atravessaram o Saara e passaram a comprar escravos dos próprios povos subsaarianos. Quando Portugal chegou no litoral do Oceano Atlântico, no século XV, se limitou a fortalezas costeiras onde obtinha os negros capturados por tribos africanas rivais.

2. Não existe dívida "histórica" pois está morto tanto quem contraiu a dívida, quanto quem seria o beneficiário dela. A Princesa Isabel planejou indenizar os negros logo após proclamar a abolição, mas o infame golpe republicano sepultou tal tentativa.

3. Ademais, quando se argumenta que o "Estado Brasileiro" deve. Ora, o estado deve para quem? No início do século XIX metade dos negros já era livre e parcela significativa dos manumitidos era dona de outros escravos. Vamos beneficiar negros escravocratas? 

4. Não obstante, os demais povos europeus chegaram ao Brasil em uma situação praticamente análoga a escravidão. Também nota-se que milhares de europeus foram escravizados pelos muçulmanos do norte da África. Esses povos não choraram por compensação pois sabem que a força interna da própria nação é condição suficiente para que ela assuma o protagonismo das relações internacionais. Assim, a Espanha foi a potência do século XVI, a Inglaterra do XIX e os EUA do XX.

5. Pressupondo, para efeitos de argumentação, que exista uma dívida histórica a ser paga. Estudos mostram que a melhor forma de paga-la é concedendo plena liberdade aos negros. Nos Estados Unidos, antes das cotas, o poder aquisitivo dos negros aumentou absurdamente. Já com a promulgação das cotas, a ascensão da doutrina do coitadismo e a admissão de parcela significativa da população negra na senzala ideológica da esquerda, as diferenças salariais entre brancos e negros começaram a diminuir cada vez menos.

Concluindo, se você deseja o bem dos negros, apoie a proposta mais prudente e virtuosa,, sepultea de uma senzala ideológica da esquerda e convença as pessoas que elas podem vencer através do seu próprio esforço, pois nenhum preconceito pode deter a ascensão social de uma pessoa que nunca desiste.

sábado, 2 de junho de 2018

Escola sem partido e a guerra assimétrica na formação docente é o problema Janaína Paschoal

Janaína Paschoal, uma das co-responsáveis pelo processo que findou no impedimento de ex-presidente Dilma Roussef, escreveu numa série de postagens no Twitter que não concorda com a lei que o movimento ESCOLA SEM PARTIDO busca aprovar em várias instâncias da administração pública. 

Eis sua reflexão:

Olá, Amados! Correndo o risco de ser mal interpretada, vou me manifestar sobre um assunto que precisa ser comentado. Viver é um risco constante, então, melhor arriscar a ficar congelado/engessado/estanque. Vou falar do Movimento Escola Sem Partido.
Em virtude de ser evidente (ao menos eu acho que é) que eu não tenho proximidade com aqueles que (hoje) se apresentam como grupos esquerdistas, é muito comum, automaticamente, interpretarem que eu apoio causas dos que (hoje) se declaram direitistas.
A verdade é que eu penso que essas designações (esquerda/direita) não querem dizer grande coisa. Mas vamos ao tema. Dia desses, ao final de uma palestra, ministrada a uma plateia que se entende direitista, uma jovem pediu que eu me posicionasse sobre a Escola Sem Partido.
Eu perguntei à jovem se ela se referia ao Movimento Escola Sem Partido, ou ao projeto de lei capitaneado pelo Movimento. A moça me olhou como quem olha um ET e disse: "É a mesma coisa!". E eu respondi: "Não é!". Vou tentar explicar aqui.
Até por sentir na pele o que é divergir em um ambiente acadêmico completamente dominado por uma mentalidade, obviamente, eu sou favorável ao Movimento Escola Sem Partido. É urgente conscientizar pais, estudantes e professores de que a escola há de ser um ambiente plural!
Não é possível que professores queiram impor sua forma de ver o mundo aos alunos, punindo-os, não só quando divergem, mas também quando ousam perguntar "Por quê?". Muitos são os relatos de temas vedados dentro das instituições de ensino. Isso sem contar as estigmatizações.
Mas se o Movimento Escola Sem Partido constitui uma necessidade, um avanço, estou certa de que uma lei proibindo a discussão de determinados temas implicará grande retrocesso. Os alunos não podem sair da escola sem respostas, não importa o assunto tratado.
Vocês vão rir, mas eu preciso contar um episódio antigo. Quando eu estava na 4a. série do primário, na EEPG Blanca Zwicker Simões, a professora nos mostrou um desenho enorme referente ao sistema digestivo. Ela explicou a faringe, a laringe, o estômago ... em detalhes.
Fechando a aula, a professora disse, sem maiores detalhes: "Aqui fica o ânus". A maioria entendeu, mas uma colega ficou intrigada e pediu que a professora explicasse melhor o "tal do ânus" e a professora simplesmente aconselhou que ela perguntasse à própria mãe.
A colega não estava fingindo não entender e a professora ficou realmente constrangida. Naquele momento, por mais que eu gostasse da "tia" (rs), eu jurei que se viesse a ser professora, jamais deixaria de responder a uma indagação. E eu me esforço para cumprir essa promessa!
Vamos a um filme. Vocês assistiram "Deus não morreu?". Nesse filme, uma professora é processada por ter respondido a uma pergunta de uma aluna, referente a Jesus Cristo e à Bíblia. É patético ver a mulher no Tribunal se defendendo, como se tivera cometido um crime grave.
A defesa da Professora precisou chamar vários especialistas ateus, com o fim de mostrar que a Bíblia é também um livro histórico e que Jesus é também uma personagem histórica. O objetivo da defesa era provar que, ao citar Jesus e a Bíblia, a Professora não estava pregando.
Ora, francamente, responder a uma indagação não pode ser motivo para levar um Professor aos Tribunais. Simplesmente não pode! Vamos voltar ao Escola Sem Partido, que apoio como movimento, mas não como lei.
O projeto de lei referente ao Movimento Escola Sem Partido veda determinados temas em sala de aula. O primeiro dos temas é "ideologia de gênero". Por mais que eu leia sobre ideologia de gênero, mais constato que ninguém sabe bem o conceito.
A primeira vez que li sobre gênero, era um material referente à violência contra a mulher. Mas a temática se alargou e, hoje, são tantas as letrinhas, que ninguém sabe bem dizer o que cada uma significa. Mas a minha indagação é bem simples...
Na hipótese de ser aprovado o projeto de lei da Escola Sem Partido, o que deverá fazer um professor, diante de perguntas como: "O que é ser homossexual?"; "Transexuais podem ter filhos?"; "Eu li na internet que o artista X mudou de sexo, isso é possível?"...
Deve o professor dizer: "Vá para casa e pergunte a sua mãe?". Se essa for a ideia, desculpe, impossível aceitar. Por óbvio, ninguém quer professores fazendo lavagem cerebral nem de natureza política, nem de natureza religiosa, nem de natureza sexual, em sala.
Atualmente, essa lavagem cerebral é feita? Entendo que sim, infelizmente. Mas não é com lei que se muda uma realidade. Muda-se com muito debate, muita palestra, muito texto publicado. Muda-se com gente levantando a cabeça e enfrentando a situação posta.
Criar um projeto de lei para proibir temas, sejam eles quais forem, apenas favorecerá mais perseguição nos ambientes acadêmicos. Além dessa proibição ser ruim em si. Não tenham dúvida de que a lei será usada contra a minoria, que ousa divergir.
Hoje, quando a esmagadora maioria dos docentes PREGA a legalização do aborto, ninguém interpreta que estejam agindo com ideologia. Quando um docente diverge, automaticamente, é tratado como religioso. Pergunto: "Quem será o alvo do projeto de lei em trâmite?".
Há alguns dias, escrevi que a Liberdade é o melhor remédio para a lavagem cerebral, não a proibição. Alguns não entenderam. Bem, era disso que eu estava falando. Sou favorável ao Escola Sem Partido como Movimento. Mas sou contrária ao projeto de lei em trâmite.
Capisce? Espero não ter ofendido ninguém. Beijos, lindos, bom sábado!


No mesmo dia que li sobre esta reflexão, recebi via o alerta acadêmico do Google com a palavra-chave matemática o seguinte título: "MARXISMO E A ORGANIZAÇÃO DO ENSINO DE MATEMÁTICA: SIGNIFICAÇÕES DE SUJEITOS EM GRUPO DE ESTUDOS E PESQUISAS", dos autores Everaldo Gomes Leandro, Maria do Carmo de Sousa e José Antônio Araujo Andrade, da revista Germinal: Marxismo e Educação em Debate, cidade de Salvador-Ba. "Este artigo é um recorte da dissertação “O papel do grupo no processo de significação de licenciandos e professores da educação básica sobre a organização do ensino de Matemática na perspectiva lógico-histórica” defendida pelo primeiro autor na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)."

No artigo, os autores, como é de se esperar, tratam a teoria marxista como algo certo e inabalável, sem considerar as refutações teóricas e práticas que tal teoria tem. O artigo aponta ainda para a linha de pesquisa e ensino chamada de lógico-histórica, uma adaptação feita pelo professor Nilton Duarte do materialismo dialético-histórico. Esta linha se não é conhecida nos meios não acadêmicos tem total aceitação sem contestação contrária, pois tem "cientificismo marxiano" como fundamento.

Outro aspecto que mostra a inserção capilar do pensamento marxista ou marxiano na formação em humanas é a existência de grupos marcadamente ideológicos. Por exemplo: Grupo de Estudos e Pesquisas Marx, Trabalho e Educação (GEPMTE)  da Universidade Federal de Minais Gerais (UFMG) e Grupo de Estudos e Pesquisas da História das Ciências (GEPHC) da Universidade Federal de Lavras (UFLA), só para citar os que aparecem no próprio artigo. Certamente muitos outros estão estabelecidos no Brasil inteiro. Mas, e daí? Você me perguntaria... Bom. a questão é que não existe de modo disseminado qualquer outro grupo ideológico tão forte nas Universidades. Na verdade, é notório que a simples existência de palestras ou encontros acadêmicos de outra vertente causa confusões e até precisa de intervenção policial ou judiciária.

No início, os autores citam o movimento Escola sem Partido como um ataque à liberdade de cátedra e finalizam:

Entendemos que as discussões realizadas no interior do GEPHC nos mostram as múltiplas possibilidades de contribuição do marxismo para a Educação, especialmente as suas contribuições para a Educação Matemática. Percebemos também que tais discussões trazidas neste texto evidenciam a necessidade de mostrar o marxismo para além dos discursos que buscam tolher o livre pensamento, a liberdade de cátedra de professores e as discussões nos grupos, de diferentes áreas, dentro das universidades brasileiras.
Este, como centenas de outros artigos acadêmicos, trata e propaga da teoria marxista como algo certo, positivo, como valor de verdade científica e axiologicamente tido como libertador na educação. A questão que se coloca é: tem-se liberdade de refutar as falácias marxistas/marxianas na academia e na escola?


Falando com experiência de quem já assumiu não concordar com tal ideologia... NÃO!

NÃO É POSSÍVEL NO CENÁRIO NACIONAL TERMOS UMA ESCOLA SEM PARTIDO COM IDEOLOGIA MARXISTA NAS ESCOLAS!

Janaína Pachoal quer defender uma liberdade de expressão, mas esquece que já vivemos num ambiente de censura ideológica, de pensamento e, até, judiciária. Apesar de parecer, não vivemos numa guerra cultural entre ideias. Vivemos, sim, numa guerra assimétrica pela imaginação moral do povo.


Este é só um dos inúmeros exemplos por todo o país

Inúmeros são exemplos de vídeos de professores falando de forma ideológica partidária para alunos, livros didáticos com viés anticapitalista e pró socialismo. Nas escolas e universidades existe uma hegemonia do pensamento social e de cosmovisão. Mesmo em escolas confessionais ou particulares.

Entendo que é possível que no futuro, um professor com outra ideologia possa ser perseguido ou advertido legalmente caso tente doutrinar também. Aí é que está! Não é para doutrinar para nenhum lado. A escola é uma tecnologia social para prestar um serviço às famílias e seus filhos.

Se você não concorda com o Escola Sem Partido, sugira um plano melhor. Porque não dá para aceitar o que a esquerda atualmente faz com a educação no Brasil. É um rapto da imaginação moral de nossos jovens. É um enviesamento do pensamento social de nossos professores que acham que só existe um jeito de interpretar o mundo.

A educação brasileira é uma das piores do mundo. Não vejo motivo para defender que tudo continue como está. Não se pode criminalizar professor. O que se busca é desvelar o doutrinador.


sábado, 28 de abril de 2018

Cuidado com a nova direita midiática

O índice de inexistência de bons e virtuosos nomes e representações da nascente direita (liberais e conservadores) é dada por:
--> Necessidade (Gigantesca x Mastodôntica x Colossal) elevado ao infinito = "Precisa muito mesmo !!!!!!".
A fórmula é porque sou da Matemática/Física... Professor e não sou da esquerda (já fui.. quem não?). Comprei estrela em 2002 para ajudar Lula. Comemorei a eleição de um prefeito petista em minha cidade. Adotava a Teologia da Libertação como a revelação divina para salvar a humanidade.
Ainda estamos num princípio do renascimento do pensamento não socialista de mundo... Ele permaneceu, ainda que escondido por aí, nos rincões brasileiros... Há muito a se fazer ainda. Demorará décadas para que mais e mais brasileiros saibam que tem pensamentos liberais e/ou conservadores
Por direita, atualmente, entendamos Liberais e Conservadores. Estas correntes tem alguma interseção em medidas econômicas e muitas divergências no campo social. No século XIX era bem mais claro tal diferenciação.
Mas... infelizmente a rapidez das mídias sociais para elevar pessoas a um patamar de "A" nova direita representada é assustador. Temerário, eu diria.
Políticos que diferem do discurso do PT não significa que seja de direita, ainda que tenham alguma convergência com pautas de direita.
Não - PSDB E PMDB não são direita. Não, Conservador não é um puritano em busca de bruxas pra queimar. Não, um liberal não é um capitalista malvadão procurando oprimidos.
Celebridades internáuticas que vociferam contra socialismo não significam que sejam a nova direita. Youtubers que cresceram tretando com pessoas da esquerda não necessariamente são a nova da direita. São expressões sim de contrariedade, mas é preciso haver um depuramento no tempo para termos certeza do que realmente são ou se tornarão. Ainda são as primeiras expressões de uma sociedade do espetáculo que facilmente elege novos ídolos sem o depuramento necessário.
Infelizmente o Brasil foi assolado pela ideologia socialista que dividiu o mundo entre iluminados pelo marxismo e alienados pelo capitalismo. Hoje divide o mundo entre homens x mulheres, brancos x negros, héteros x lgbt, coxinhas/paneleiros x mortadelas, etc.
A questão é procurarmos apurar com a experiência dos debates atuais para que a segunda geração vindoura deste "levante" da nova direita seja mais fundamentado em leituras e reflexões aprofundadas, construções baseadas na experiência.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Gustavo lima é culpado pela violência nos EUA e RJ?

A Globo no programa do fantástico conseguiu numa só reportagem relacionar o apoio do cantor Gustavo Lima ao massacre numa escola da Flórida e com os traficantes armados no Rio de Janeiro como se houvesse qualquer relação entre um cidadão de bem armado e esses crimes cometidos por esses facínoras.